A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc) inicia as atividades do Projeto Conservação Preventiva e Restauro de peças do acervo museológico do Centro Cultural João Fona (CCJF).
“No total, 10 peças foram classificadas e analisadas para tais procedimentos dessa ação que conta com a parceira técnica do arqueólogo Maurício Rabelo e o ceramista Jefferson Paiva. A primeira peça restaurada foi o vaso de cerâmica globular Antropomorfo (com apliques em formato humanos) e já em andamento na segunda, o vaso de cerâmica globular Zoomórfico (com apliques em formato de animais). No decorrer do tempo as peças podem apresentar danificações por diversos fatores físicos e ambientais, e para manter as peças para as pessoas no futuro é necessário fazer esse trabalho preventivo de restauro”, explicou a Chefe de Seção de Atendimento ao Turista do CCJF, Patrícia Chaves.
Para realizar a manutenção de peças como cerâmicas, o técnico deve estar com máscara e luvas, principalmente, as que são recebidas como doações, porque não se sabe como foi encontrada, e pode ter bactéria e/ou fungos.
“E logo após realizarmos as análises das danificações e retirada do pó com pincel de ponta macia, iniciamos a utilização de materiais no processo de restauro, como o gesso e a cola branca à base de água. O uso é por conta da facilidade de remoção e não podemos utilizar material sintético no restauro devido possibilidades de outros restauros e a composição poderá trazer consequências maiores de danificações na peça. O vaso globular Antropomorfo que trabalhamos inicialmente de mais 1500 anos de produção da etnia Tapajó com figuras humanas, pintado na cor preta. Provavelmente para chegar a essa cor a peça era queimada, depois jogada as brasas por cima e depois abafado. E resultava nessa coloração preta. E nele fizemos um pequeno restauro pelas bordas”, detalhou o ceramista, Paiva.
As atividades do Projeto são realizadas em dois dias na semana. Essa ação também será incluída no vídeo que será inscrito na Campanha “IV Fórum Acervos Arqueológicos nas Redes”. É uma estratégia prévia de ampliar o debate e a visibilidade da discussão sobre política de acervos arqueológicos. Realizada pela Sociedade de Arqueologia Brasileira (Sab) e a Rede de Museus e Acervos Arqueológicos (Remaae).
Assim que inscrito o vídeo, a publicação será divulgada nas redes sociais do Fórum de Acervos Arqueológico: Instagram: @forumacervos/ Facebook: Fórum Acervos Arqueológicos
Foto: Bruno Ribeiro
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